Minha Vida em Vinil

Meu propósito é ouvir e expor a coleção de álbuns de vinil que herdei de meu pai (que está vivo, mas abdicou da coleção depois do advento do CD), um colecionador compulsivo e músico apaixonado. Quando me casei com a minha esposa, nós organizamos esta coleção, seguindo a ordem alfabética/cronológica. Esta discoteca não reflete meu gosto musical, mas é bastante ligada à minha infância e me traz boas lembranças (algumas nem tanto).

O Guarani (LPs 4, 5 e 6)

Infelizmente (ou felizmente, vamos ser sinceros) não conseguimos escutar a obra completa O Guarani de A. Carlos Gomes, pois os lps datam de 1959 e estão em péssimo estado de conservação. Nos primeiros segundo da primeira faixa já começam os arranhões e a agulha pula sem parar.

De toda forma, catalogamos mais essas relíquias. Só para constar, são 3 discos com a obra completa em 4 atos.

Vem mais amanhã!

PS.: Meu vizinho de baixo está tocando e esgoelando Foo Fighters - My Hero. Hoje está osso!

Parte do 1° Ato

Capa de O Guarani (1959) de A. Carlos Gomes regido pelo maestro Armando Belardi e interpretado pela Orquestra Sinfônica de São Paulo

Acalantos Brasileiros (LP 3)

Nem sei por onde começar…

Esse disco foi um presente para celebrar o nascimento da minha irmã Marina, dado na data em que ela nasceu, 1/6/1979.

Ouvindo o disco despretensiosamente, depois de 32 anos eu descobri porque o apelido da minha irmã é “Juju”. Explico, no disco existe uma faixa chamada Sossega Juju! Minha irmã de pequena era o cão (muito diferente de hoje), com frases de efeito do alto dos seus 3 anos de idade como “Você não manda mi’mim, eu que mando mi’mim!” (Traduzindo: Você não manda em mim, eu que mando em mim!).

Além dessa descoberta, lendo a contra-capa do disco eu minha esposa passamos mal de rir com a seguinte passagem do texto “Já que a Associação dos Lojistas criou o fato consumado do “Dia das Mães”, resta-nos musica-lo de forma brasileira, antes que a moda “punk” do “rock” proponha um repertório de acalantos para ser cantado enquanto se dá aos bebês brasileiros mamadeiras de querozene.”

O que me leva a crer firmemente que minha irmã andou tomando umas mamadeiras de querozene “punk do rock” por aí. (rs)

Outra coisa muito bizarra desse disco é o tom ameaçador que as músicas tem para as crianças. Coisas do tipo “Dorme menino que eu tenho mais o que fazer, vou lavar e engomar camisinha para você.” e “Boi do Piauí pega esse menino que não gosta de dormir”. Imagino o que passava na cabeça da molecada daquela época.

Loucuras do folclore à parte, esse é apenas o terceiro LP da aventura.

Canção do Folclore Brasileiro - Juju Sossega

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Capa de Acalantos Brasileiros (1978), composições do folclore brasileiro adaptadas por Aloísio de Alencar Pinto e Marcus Vinicius

Abel Ferreira e Seu Conjunto | Brasil, Sax e Clarineta (LP 2)

Abel Ferreira é um dos grandes nomes da música brasileira. Abel é autodidata em clarineta e saxofone. Para saber mais sobre Abel visite o link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Abel_Ferreira

Abel Ferreira - Sai da Frente

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Capa do disco Brasil, Sax e Clarineta (1976) de Abel Ferreira e Seu Conjunto

Abel Ferreira e Seu Conjunto | Chorando Baixinho (LP 1)

Abaixo a capa de Chorando Baixinho gravado por Abel Ferreira e Seu Conjunto.

Esse é o primeiro disco que escutamos na ordem alfabética/cronológica. Ainda não sei bem como vai ser esse blog, acho que é mesmo para manter o compromisso de escutar, contabilizar e catalogar todos os discos. São muitos!

Esse disco, na verdade me lembrou mais o meu amigo Marcos Frederico do que a minha infância. Acho que porque toquei com Marcola durante anos em uma banda que misturava MPB, Hard-Core, Rap e Psicodelia e hoje ele toca chorinho (estilo musical do disco). Eu parei de tocar.

Lembrei vagamente que meu pai costumava tocar a música Ternura.

Bem… amanhã tem mais Abel.

PS.: A propósito, meu pai toca harmônica de boca, a famosa gaita.